Redução vale a partir do 8º Feirão da Casa Própria, que acontece em maio.
Corte vale para todos os clientes, mas apenas em contratos novos.
A Caixa Econômica Federal informou que reduziu a taxa de juros do financiamento de imóveis para todos os clientes. A redução, de acordo com o banco, pode chegar a 21%, nas condições do Sistema Financeiro de Habitação. As novas taxas vão valer para os novos financiamentos contratados a partir do 8º Feirão da Casa Própria, que acontece entre os dias 4 de maio e 10 de junho.
De acordo com a Caixa, para os imóveis de até R$ 500 mil, os juros passam de 10% ao ano para 9% ao ano. Se o interessado se tornar cliente do banco, com conta salário, a taxa cai para 7,9% ao ano. O financiamento, neste caso, é de no máximo R$ 450 mil e dentro das condições de SFH.
Para imóveis com valor superior a 500 mil, ou seja, fora do SFH, a taxa de juros vai cair de 11% ao ano para 10% ao ano, informa a Caixa. Se tiver conta salário no banco, a taxa cai ainda mais, para 9% ao ano.
Já para um cliente que tenha relacionamento com o banco e financie um imóvel de R$ 170 mil, nas regras do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a taxa de juros cai dos atuais 8,4% ao ano para 7,9% ao ano. Se a pessoa também for cotista do FGTS, os juros caem para 7,4% ao ano, inclusive para financiamentos dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, na faixa de renda acima de R$ 3.100.
As novas condições, segundo a Caixa, vão ser praticados em todas as agências do banco no país a partir do dia 4 de maio, data do início do 8º feirão. Elas só vão valer para contratos novos.
Simulação
De acordo com a Caixa, todo o cliente, independente ter conta no banco, em um financiamento de R$ 200 mil, economizará cerca de R$ 1.800 nas prestações do primeiro ano. No período de 20 anos do contrato, a economia chega a R$ 18 mil.
No caso de um financiamento de R$ 100 mil, dentro das regras do FGTS, a economia no primeiro ano será de R$ 450 e, ao longo de 30 anos de contrato, de R$ 7 mil.
Se o financiamento for de R$ 600 mil, fora do SFH, a economia no período de vigor do contrato pode chegar a R$ 54 mil, segundo o banco.
Feirão
O 8º Feirão da Casa Própria da Caixa será realizado em 13 cidades do país, e vai oferecer pelo menos 430 mil imóveis, entre novos, usados e na planta. Entre os dias 4 e 6 de maio, acontece em Belo Horizonte , Recife, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília.
Entre os dias 18 e 20 de maio, é a vez de Curitiba, Fortaleza e São Paulo receberem o evento. De 25 a 27 de maio, o feirão será feito em Uberlândia, Campinas e Porto Alegre. Já em Belém e Florianópolis, acontece entre 8 e 10 de junho.
Ganhos
O vice-presidente de Governo e Habitação do banco, José Urbano Duarte, disse que ganhos de escala e de eficiência possibilitaram a redução de juros para as linhas de crédito habitacional. Ele negou que a medida obedeça a ordem da presidente Dilma Rousseff.
"Nós últimos anos investimentos bastante na melhoria dos nossos processos, ganhamos em escala, tivemos ganhos de eficiência. E estamos nesse momento exatamente nos valendo disso para compartilhar com os nossos clientes parte desses ganhos", disse ele.
Fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/04/caixa-reduz-em-ate-21-juros-para-financiamento-imobiliario.html
O programa Minha Casa, Minha Vida, que em sua segunda edição tem a meta de construir 2 milhões de unidades habitacionais, é a mostra de que o Brasil não está em crise e que pretende se blindar de possíveis efeitos do desequilíbrio econômico mundial investindo em moradia, geração de emprego, fortalecimento da indústria e inclusão social. Essa foi a tônica do discurso da presidenta Dilma Rousseff que, nesta sexta-feira (19/8), entregou cerca de 2 mil residências em São José do Rio Preto (SP).
A presidenta fez alusão ao círculo virtuoso desencadeado pelo programa, que movimenta setores como o da construção civil e comércio, e resulta, ainda, na construção de creches, escolas e unidades de saúde nas áreas onde as residências são entregues. Dilma Rousseff frisou também que garantir habitação digna é prover ao país segurança e estabilidade social.
“Enquanto houver uma família brasileira sem teto, nós, como nação, não teremos segurança. Nós temos que garantir que as famílias desse país possam olhar para o futuro com esperança e saber que o caminho da construção de um país passa pela capacidade que a gente tem de dar para esses pequenininhos brasileiros, esses brasileirinhos e essas brasileirinhas, a oportunidade que muitas vezes seus pais e suas mães não tiveram, mas que eles têm que ter.”
A presidenta lembrou, ainda, da assinatura, ontem (18/8), de termo de compromisso entre o governo federal e os governos estaduais da região Sudeste para ações locais do Plano Brasil sem Miséria, momento em que cumprimentou o governador de São Paulo, Geraldo Alckimin, pela parceria no complemento ao programa Bolsa Família. Ela reafirmou seu compromisso republicano e disse que é responsabilidade dos governos colocar as necessidades da população acima de diferenças partidárias. “Na hora da eleição a gente disputa, mas na hora de governar, temos que governar olhando o interesse do povo”, disse.
Entrevista coletiva - Após a solenidade, a presidenta Dilma Rousseff conversou rapidamente com a imprensa. Ela foi questionada sobre a liberação de recursos para construção da BR – 153, e informou que para liberar os R$ 180 milhões previstos é necessário que se conclua o projeto executivo. “Mas nós iremos fazer a BR 153, eu asseguro a vocês”, afirmou.
Os jornalistas pediram, ainda, que ela comentasse algumas declarações do novo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, ao que ela respondeu: “Eu não sei o que o ministro da Agricultura disse e eu não me posiciono sobre o que os outros dizem”.
Fonte: http://blog.planalto.gov.br/%E2%80%9Co-programa-minha-casa-minha-vida-veio-para-ficar%E2%80%9D/
Idosos e pessoas com deficiência devem ter, no mínimo, 3% das unidades. Beneficiários devem estar inscritos em programas habitacionais locais.
O governo federal alterou os critérios de seleção dos candidatos a beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida. A regulamentação foi publicada em portaria publicada nesta terça-feira (27) no "Diário Oficial da União". Entre as mudanças está a indicação de percentual de unidades que devem ser reservadas para idosos e pessoas com deficiência.
O Minha Casa, Minha Vida é um programa habitacional do governo federal para construção de moradias em parceria com estados e municípios. Ele foi lançado em março de 2009, na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a meta inicial de construir 1 milhão de moradias populares.
O novo texto, que revoga a portaria número 140 publicada em 6 de abril de 2010, determina que sejam reservadas, no mínimo, 3% das unidades para idosos. O mesmo percentual deve ser respeitado para pessoas com deficiência ou seus famíliares diretos.
Na portaria de 2010, ficava determinado que os dois grupos deveriam ser atendidos segundo "percentuais mínimos previstos nos normativos específicos dos programas integrantes", sem determinar textualmente os números.
Limite de renda
Entre as novidades, o novo texto retira a citação à exigência de que os candidatos tenham renda familiar mensal bruta limitada a R$ 1.395,00. O governo já havia anunciado adequação nos valores quando deu detalhes da programação do Minha Casa, Minha Vida 2.
Com a mudança, a primeira condição da seleção é que o candidato já esteja inscrito em cadastros habitacionais do Distrito Federal, estados ou municípios. A mesma condição já estava citada na portaria anterior. Cada um dos programas habitacionais locaisi já deve prever critérios de renda e condição social para inscrever os candidatos.
Fiscalização
A Ministério das Cidades incluiu na regulamentação novos procedimentos operacionais que exigem que a Caixa Econômica Federal seja responsável por finalizar o processo seletivo com validação das informações prestadas pelos candidatos.
O banco deverá enviar aos responsáveis pela seleção uma lista com os candidatos aptos e outra com os que tiverem informações incompatíveis. De acordo com a portaria, esta relação deve ser publicada pelo responsável pela seleção.
Em outubro, reportagem do Fantástico apresentou a existência da cobrança de taxas por ONGs que forjavam documentos para burlar regras de acesso ao programa.
Saiba quais os erros mais comuns cometidos por quem toma um crédito imobiliário
Para muitos, o financiamento imobiliário é o empurrão que faltava para a compra de um imóvel. No entanto, a falta de planejamento e outros pequenos deslizes no processo de contratação do crédito podem ser suficientes para transformar o sonho da casa própria em um pesadelo para o mutuário.
Desde 2004, o Brasil possui uma legislação bastante rígida com os devedores inadimplentes. Ao mesmo tempo em que essas leis permitiram a queda dos juros no financiamento dos imóveis também tornaram mais fácil para os bancos retomarem os bens de mutuários devedores.
De acordo com Lúcio Delfino, diretor administrativo da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), bastam três prestações do financiamento não pagas para que o imóvel possa ser retomado pelos credores. Caso seja a vontade do banco, rapidamente esse imóvel poderá ir a leilão, com o posterior despejo do mau pagador.
Abaixo, especialistas em financiamento imobiliário explicam como evitar os principais erros no crédito imobiliário:
1. Fique de olho nas exigências
Antes de começar a cogitar o crédito imobiliário como recurso para a compra de seu imóvel, leve em conta todas as características exigidas pelas instituições financeiras. Os bancos privados, geralmente, financiam apenas 80% do imóvel. Na Caixa Econômica Federal é possível fazer financiamento de até 90% do valor de compra. Em geral, a primeira prestação mensal da parcela financiada não pode, por lei, ultrapassar 30% da renda líquida do comprador. O mais recomendado é ficar bem abaixo desse limite. Uma boa ideia é tomar um empréstimo com um prazo de pagamento maior para diminuir o valor de cada pestação. Depois, caso queira amortizar a dívida mais rapidamente, o mutuário poderá fazê-lo a partir de uma negociaçaõ com o banco. Para avaliar se liberam ou não um empréstimo, cada banco utiliza critérios próprios. Mas nenhum concede crédito para pessoas que tem o nome no SPC ou Serasa. Caso esse seja seu caso, será necessário pagar para limpar o nome antes de tomar o empréstimo.
2. Tome o crédito certo
Na hora de escolher a melhor linha de crédito imobiliário, abuse dos cálculos. Faça simulações, converse com especialistas e compare. A dica pode ser óbvia, mas muitas pessoas caem na inadimplência simplesmente porque não escolheram o melhor plano de financiamento. Aparentemente, as taxas de juros cobradas pelos bancos parecem bastante semelhantes. Mas, por muito pouco elas podem causar um rombo no seu orçamento. "Uma diferença de 1% nos juros pode significar até 50 mil reais em 20 anos", afirma Joe Powell, da consultoria Crédito Imobiliário Fácil. Outra dica é avaliar o custo total do crédito, o que inclui, além dos juros, uma taxa mensal cobrada pelo banco, outras taxas e seguros. Avalie também os sistemas de correção dos contratos. Segundo Raphael Rottgen, da consultoria Sagace, os contratos de juros prefixados ainda são muito caros no Brasil. Hoje o mais comum é que o banco cobre uma taxa fixa mais a TR (Taxa Referencial), que é pós-fixada. Como a TR é muito baixa e varia pouco de acordo com as oscilações da Selic, o risco da parcela pós-fixada é baixo e não compensa o aumento do custo do financiamento gerado pela taxa totalmente prefixada. Rottgen também aconselha os tomadores a evitar contratos de financiamento corrigidos pela Tabela Price e a optar pelos corrigidos pela SAC ou SACRE - porque os juros pagos vão diminuindo com o tempo.
3. Tenha consciência de bolso
O principal escorregão dos mutuários inadimplentes é, sem sombra de dúvida, a falta de planejamento financeiro. "As pessoas se esquecem que estão contraindo uma dívida de longo prazo, algo que ele pode levar até algumas décadas para quitar", afirma Marcelo Prata, CEO da consultoria Canal do Crédito Imobiliário. Por isso, é importante colocar na ponta do lápis cada um de seus gastos mensais e sempre levar em conta a possibilidade de outros imprevistos. A prestação que hoje cabe perfeitamente no seu bolso pode se transformar em uma obrigação hercúlea em caso de perda de emprego, por exemplo. A recomendação dos especialistas é sempre ter uma poupança para superar eventuais obstáculos.
4. Não fique com a corda no pescoço
"Muita gente usa tudo o que tem para a compra da casa e se assusta com as despesas de escritura, contrato de financiamento e ITBI (Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis)", diz Prata, do Canal do Crédito Imobiliário. A dica é reservar pelo menos 5% do valor do imóvel para esses gastos. Outro ponto facilmente esquecido são os possíveis investimentos com o imóvel que está sendo comprado. "Pode ter custo de reforma, seguro e mudança. Tudo tem que ser levado em consideração", diz Raphael Rottgen, da consultoria Sagace. Além disso, se você optar por bancos privados, pelo menos 20% do valor do imóvel terá que sair do seu bolso logo de cara. Os recursos do FGTS podem ajudar a compor a entrada.
5. Não se apresse
Uma prática bastante comum nas transações imobiliárias que dependem de financiamento é a assinatura de um contrato de promessa de compra e venda de imóveis. Mas não assuma este compromisso antes da certeza de que você conseguirá o crédito no banco, aconselham os especialistas. "Vá até a agência bancária e peça uma análise prévia de seu perfil para checar se conseguirá o crédito", diz Delfino, da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH). A mesma dica vale para o imóvel que será comprado. Verifique se ele tem todas as características exigidas pelos bancos. Para isso, sempre peça para consultar a certidão de matrícula com ônus e ações. Este documento possui informações essenciais para esta operação, como metragem do imóvel e sua situação jurídica. Dessa forma, o comprador não fica sujeito a comprar um imóvel que depois venha a ser penhorado na Justiça.
6. Calcule o tempo
Fique atento para o prazo de liberação de crédito determinado nos contratos de promessa de compra e venda de imóveis. Se a data prevista para a assinatura do contrato de financiamento superar este prazo, você pode ser penalizado. A solução é determinar um período de no mínimo 60 dias para a conclusão do negócio de forma que haja uma boa folga para atender todas as exigências do banco.
7. Evite consórcios
Os consórcios estão longe de ter no exterior a popularidade que tem no Brasil. O custo para a aquisição de um imóvel parece ser bem menor - afinal, não há pagamento de juros, apenas de uma taxa de administração que varia entre 1,5% e 2,4% ao ano. Isso porque muitos consorciados não percebem que o dinheiro que pagam a cada mês ao consórcio não está sendo remunerado - ao contrário do que seria caso fosse depositado em alguma aplicação financeira. Esses recursos, na verdade, são aplicados pela própria administradora do consórcio, que fica com a remuneração. Para Raphael Rottgen, da Sagace, os consórcios são indicados apenas para quem quer ter uma espécie de poupança forçada e para quem não conseguiu outro tipo de crédito mobiliário no banco.
Fonte: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/sete-dicas-nao-perder-seu-imovel-financiado-540049?page=3&slug_name=sete-dicas-nao-perder-seu-imovel-financiado-540049
O grande sonho da família brasileira é, sem dúvida , a casa própria. Com a alta dos preços constatada nos últimos anos e com as facilidades oferecidas pelas casas de crédito, o financiamento se tornou a opção mais viável para a população. Pensando nisso vamos contar em poucas palavras como surgiu e de onde vem os recursos utilizados no financiamento.
O Sistema Financeiro da Habitação (SFH) foi criado em meados da década de sessenta, pela Lei nº 4.380, de 1.964, no âmbito de uma reformulação geral do Sistema Financeiro Nacional. A mesma Lei instituiu a correção monetária, com o objetivo de abrir o mercado para a colocação de títulos do governo e viabilizar financiamentos de longo prazo. A correção monetária foi fundamental para o financiamento habitacional, então limitado a pouquíssimas operações realizadas pelas Caixas Econômicas e Institutos de Previdência existentes na época, e as quais somente poucos privilegiados tinham acesso. De um lado, possibilitou a criação de instrumentos de captação de recursos de prazos mais longos e os depósitos em caderneta de poupança e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Por outro lado, viabilizou o crédito imobiliário. O crescimento é visível a cada ano, tornando a modalidade preferida dos brasileiros na hora de adquirir um imóvel.
Os financiamentos destinam-se à aquisição ou à construção de imóveis e são concedidos individualmente a pessoas físicas ou a empresas incorporadoras para a construção de empreendimentos. Nas operações com incorporadores, pode estar prevista a concessão de crédito pela instituição financeira para o adquirente final. Além das operações de financiamento com recusros da caderneta de poupança, os agentes financeiros podem conceder crédito com recursos do FGTS, que são repassados pela Caixa Econômica Federal com base em programas habitacionais específicos e com regulamentação própria.
Hoje as principais fontes utilizadas para realizar os financiamentos são provenientes dos depósitos em poupança e FGTS, porém estes recursos estão sendo complementados pelos provenientes de Certificados de Recebíveis Imobiliários, os CRIs, de letras de Crédito Imobiliário, fundos imobiliários e fundos de direitos creditórios.
" A cadeneta de poupança é a principal fonte de recursos para o mercado imobiliário"
Fonte: Revista CRECISP, Públicação do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo, Ano 04 - nº 06 - 2011; trecho da entrevista com o Diretor Gerente do Banco Itaú e Membro do Conselho Estadual de Habitação de São Paulo, Sr. Luiz Antônio França.
"Um bom corretor é muito bem informado sobre o mercado (valores e tendências), assim como sobre as cláusulas costumeiras dos contratos, exigências dos bancos para o financiamento; taxas de juros e riscos envolvidos. É importante que o profissional seja inscrito em no Creci"
De início, é preciso esclarecer que nada na lei impede que alguém resolva vender o seu imóvel sem a assistência de um corretor. Porém, é fácil perceber que, assim como muitos se consideram médicos e se automedicam, e outros pensam que são arquitetos e projetam suas próprias reformas, há aqueles que se acreditam eficazes intermediários de negócios imobiliários.
Essas pessoas só vão recobrar a lucidez quando sua doença não passar -ou, pior, se agravar- e descobrirem que nada sabem de medicina; ou ao se verem obrigadas a viver em ambientes feios e desconfortáveis para entenderem a importância dos estudos de arquitetura. Da mesma forma, só vão compreender o que faz um corretor de imóveis quando tiverem de arcar com os prejuízos ocasionados por seus erros.
Negociadores
Um pouquinho de história: vem da época da Renascença o prestígio crescente dos intermediários, profissionais imprescindíveis para a viabilização dos negócios, seja por conhecerem as partes interessadas, seja por permitirem a realização de mais negócios em menor período de tempo. Imagine home em dia, quando o tempo é, provavelmente, o bem mais escasso que existe!
Vamos constatar: numa negociação direta, o vendedor acha que está entregando um tesouro a preço baixo e, o comprador, que está pagando demais por um imóvel que não é grande coisa. No confronto direto, é comum haver desentendimento que, não raro, pode deteriorar em xingamentos.
Exatamente aí reside a importância do corretor, que mostrará as propostas e contrapropostas, tornando-as mais palatáveis, o que poderá impulsionar a negociação e fazer com que os interessados alcancem seus objetivos de vender e comprar.
Mas não se esgota nisso a atividade do corretor, que hoje em dia é profissional muito bem informado sobre o mercado (valores e tendências, por exemplo -quem mais conhece esses dados com exatidão?) e sobre tudo o que cerca, obrigatoriamente, o negócio imobiliário: cláusulas costumeiras dos contratos, momento em que é necessário consultar advogados, engenheiros ou outros especialistas; exigências dos bancos para o financiamento; taxas de juros, riscos envolvidos e etc.
Conhecimento de causa
O corretor de imóveis é sindicalizado e, obrigatoriamente, deve estar inscrito em conselho federal (o Cofeci -Conselho Federal dos Corretores de Imóveis, e o Creci -Conselho Regional dos Corretores de Imóveis). Para isso, ele precisa estudar e ser aprovado em exames, o que já o coloca em um degrau superior se comparado aos "curiosos".
Profissional liberal por excelência, o corretor pode trabalhar sozinho ou associado a outros colegas (com quem dividirá a comissão), aumentando as chances de realização de negócios. Em alguns países, pode estar inscrito em redes imobiliárias, o que lhe oferece possibilidades de negócios exponenciais.
E o corretor somente ganhará -e deverá ser pago, é lógico e é legal- se conseguir finalizar o negócio (é o que se denomina "resultado útil"), quando então receberá a sua comissão. Logo, será mais um forte interessado em que tudo dê certo.
Pois bem, a pergunta é: vale a pena, ao negociar um imóvel, abandonar toda essa experiência e a certeza de responsabilidade do corretor? A resposta parece negativa e, na prática, o que se nota por aí é que, sem esse profissional, boa parte das tentativas de negócio simplesmente desanda!
Fonte: http://casaeimoveis.uol.com.br/tire-suas-duvidas/leis-e-direitos/e-obrigatorio-ter-um-corretor-de-imoveis-em-uma-negociacao-de-compra-e-venda.jhtm
Alteração da lei do Minha Casa e novas diretrizes do conselho curador do FGTS não devem agir como fator de atração de novos incorporadores ao programa
"Nenhuma das recentes alterações buscou mitigar o risco que o incorporador tem sobre as majorações de custos, principalmente num setor de construção civil aquecido com as grandes obras de infraestrutura"
A primeira fase do "Minha Casa, Minha Vida" atingiu números expressivos se comparados a outros programas habitacionais implementados no País. No entanto, persiste ainda o déficit habitacional da ordem de milhões de moradias, concentradas na faixa da população brasileira mais carente. O equacionamento entre a capacidade de pagar das famílias e o custo de produção das unidades é o grande desafio dos governantes, que necessariamente utilizam as mais diversas formas de subsídio para viabilizar o sonho da casa própria a todos os brasileiros.
O MCMV tem como uma das diretrizes atingir a população que ganha até três salários mínimos mensais com um modelo no qual a Caixa Econômica Federal fica encarregada, em parceria com os governos estaduais e municipais, de cadastrar as famílias que serão atendidas com as unidades produzidas pelas empresas.
Há algumas décadas, os agentes do mercado imobiliário têm pautado sua estratégia de atuação na oferta de produtos voltados à população de renda mais elevada, a qual tem condições de arcar com o pagamento do preço de um imóvel residencial. Recentemente, com a melhora das condições de financiamento habitacional, seja em termos de juros cobrados como em prazos de amortização, as incorporadoras ampliaram o seu leque de atuação, buscando cada vez mais a denominada classe média e classe média-baixa.
No entanto, o aquecimento do mercado, motivado por um conjunto de fatores da economia e do setor, provocou valorização dos terrenos e o aumento dos custos de construção, tornando ainda mais difícil a tarefa de resolver o déficit habitacional. Assim, as empresas já pleiteavam uma atualização nas diretrizes do programa para viabilizar a continuidade de investimentos no âmbito do programa. Em dezembro de 2010, o presidente da República promulgou uma medida provisória (MP 514, de 1º de dezembro de 2010) que altera o texto original que institui o MCMV, em particular, nos seguintes pontos:
• Permitir a utilização de recursos para a recuperação ou alteração de usos (para fins residenciais) de imóveis urbanos;
• Dar prioridade às famílias residentes em áreas de risco, insalubres ou que tenham sido desabrigadas;
• Possibilitar produção de unidades destinadas à atividade comercial, cuja exploração será destinada ao custeio do condomínio;
• Aumentar de R$ 14 bilhões para R$ 16,5 bilhões o valor de recursos destinados ao FAR (Fundo de Arrendamento Residencial), destinado a subsidiar os imóveis;
• Alterar o trâmite administrativo junto à CEF, bem como criar a possibilidade de utilização de terrenos com documentação precária.
Alteração de valores
No entanto, a maior modificação do programa talvez tenha sido realizada pelo CCFGTS (Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), em reunião no Ministério do Trabalho, realizada no dia 2 de fevereiro de 2011, na qual foram definidos novos valores máximos de avaliação para os imóveis (veja tabela) a serem enquadrados no MCMV. (O Conselho Curador do FGTS - onde o setor privado está representado - é responsável por aprovar a concessão de subsídios para a aquisição de imóveis. Pelas regras do Conselho, os subsídios variam conforme a remuneração das aplicações do Fundo, no mínimo, TR mais 6% ao ano. Metade do rendimento que exceda este mínimo pode se transformar em subsídios. Em 2007, conforme os dados oficiais do FGTS fornecidos pela CEF, foram pagos subsídios no valor de R$ 1,8 bilhão a 244 mil financiados de baixa renda).
NOVOS VALORES MÁXIMOS DE AVALIAÇÃO PARA OS IMÓVEIS DO MINHA CASA:
Todas as alterações de valores realizadas pelo CCFGTS trazem ao incorporador maiores possibilidades de desenvolver produtos voltados para o programa, mas não alteram a natureza dos riscos atrelados ao investimento nesses empreendimentos.
Para o incorporador, o desenvolvimento de projetos para o programa continua sendo um desafio de gestão, pois com um preço limitado para as unidades, qualquer desvio dos custos de construção impactará diretamente na remuneração do empreendedor, podendo até levar a uma remuneração abaixo dos padrões mínimos de atratividade, visto nos negócios do setor em outros segmentos de renda.
Nenhuma das recentes alterações buscou mitigar o risco que o incorporador tem sobre as majorações de custos, principalmente num setor de construção civil aquecido com as grandes obras de infraestrutura do PAC, da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada do Rio 2016. Os incorporadores têm constatado aumentos crescentes do custo de mão de obra em todos os níveis hierárquicos, bem como de insumos e equipamentos, fato este que tem refletido diretamente no preço de lançamentos das unidades e novos projetos voltados para famílias de média e alta renda.
As alterações acima - principalmente do Conselho Curador do FGTS - não resolvem uma das principais dificuldades enfrentadas pelas incorporadoras: [i] diferenças dos valores de terrenos em bairros, cidades e regiões diferentes do País; [ti] diferenças do custo de construção em locais distintos; e [iii] baixa remuneração do programa, principalmente na baixa renda, em comparação a outros segmentos.
Diferenças regionais
Quanto ao primeiro item, o Brasil, segundo o MCMV, está dividido apenas em cidades quanto ao seu número de habitantes (com mais de 1 milhão de habitantes, 500 mil habitantes e 250 mil habitantes, etc.), não levando em conta as características socioeconômicas, de desenvolvimento urbano e do plano diretor dos municípios que refletem diretamente no preço dos terrenos. Para exemplificar, considerar que Belo Horizonte, Manaus e Porto Alegre podem ser classificados igualmente em função do tamanho da população é, no mínimo, equivocado.
Em São Paulo e no Rio de Janeiro, a escassez de terrenos e o aumento continuado do valor destes praticamente impossibilitaram o desenvolvimento de projetos, mesmo com os novos valores do MCMV. Assim, famílias de baixa renda, principalmente aquelas inseridas na faixa de até três salários mínimos, não devem ser atendidas.
O diferencial do custo de construção também não foi levado em conta para um País com dimensões continentais. Nas grandes cidades, diante de um custo de vida mais elevado e de um mercado aquecido, a mão de obra está sendo melhor remunerada, e seu custo transferido para a obra. Nas cidades menores, diante da escassez de mão de obra qualificada, o incorporador tem que oferecer melhores salários para incentivar a qualificação de profissionais e/ou a contratação de profissionais de outros locais. Como o custo da obra responde por mais de 75% do desembolso do empreendimento, seria necessário a atualização permanente do valor dos imóveis para manter a atratividade do programa. Cabe lembrar que a recente atualização dos valores pelo Conselho Curador do FGTS foi a primeira desde o início do programa em julho de 2009.
Diante do volume de empreendimentos voltados para renda mais alta, nos quais o incorporador tende a ser melhor remunerado, muitas incorporadoras estão elevando o preço das unidades com os quais trabalham, abandonando gradativamente os projetos voltados para o MCMV.
A alteração da lei e as novas diretrizes do Conselho Curador do FGTS, não trazem para o mercado um cenário que atraia num horizonte de longo prazo mais incorporadores para o programa, apenas corrige alguns aspectos administrativos e busca atualizar os valores dos imóveis que podem ser incluídos no programa.
Embora o déficit habitacional ainda seja muito grande, cabe ao Governo Federal manter o programa em condições viáveis para os incorporadores a fim de atrair empresas interessadas em desenvolver projetos.
Fonte: Revista Construção Mercado 117, por Mário de Almeida consultor e MBA em Real Estate pelo NRE; Fernando Bontorlm Amato professor-doutor, pesquisador do NRE.
Aprenda a controlar as finanças pessoais e organize as despesas domésticas se você planeja comprar a casa própria!
Já percebeu quantas vezes ao dia você abre a carteira para realizar pagamentos? Refeições, transporte, contas (de aluguel, telefone, TV a cabo, luz...), roupas ou lazer: gastamos dinheiro sem parar. Registrar tudo no papel ou no computador exige admitir cada uma de nossas despesas - incluídas as supérfluas e as não prioritárias -, e é condição primordial para quem pretende assumir uma compra de longo prazo como a de um imóvel. "As pessoas acham que fazer controle significa perda de liberdade. Não é nada disso! Ter moderação na hora de gastar só aumenta a qualidade de vida", esclarece o educador financeiro Mauro Calil, do centro de estudos Calil & Calil, de São Paulo. Veja a seguir seis tópicos para aprender a lidar com suas finanças.
1. Faça uma planilha
Comece por identificar quanto você ganha, quanto gasta e se tem dívidas ou dinheiro guardado. É o conselho do consultor financeiro Reinaldo Domingos, presidente do Instituto de Educação Financeira DiSOp, de São Paulo. Após o diagnóstico, registre os gastos diários em um bloquinho ou, de preferência, em uma planilha, como os especialistas indicam. "Ela conduz a uma revisão automática de hábitos, o que nos dá mais critério ao realizar sonhos de consumo do dia a dia", explica José Alberto Netto Filho, professor de educação financeira da BM&F Bovespa, de São Paulo. A planilha ajuda a visualizar o destino de cada centavo, mas pede disciplina e persistência. Para Mauro Calil, se você vencer os cinco primeiros meses, nunca mais abandonará o controle. "Vai passar a sobrar dinheiro da mesma forma que antes faltava e não se sabia", afirma.
2. O preço da casa própria
Faça do sonho uma meta: "Determine o valor do imóvel desejado e estabeleça um prazo para adquiri-lo", recomenda Reinaldo, do DiSOP. Tenha em mente que os bancos aceitam o comprometimento de até 30% da renda líquida no crédito. Se a renda familiar for de R$ 5 mil e a parcela de R$ 1 500, o padrão de vida vai cair. Reinaldo lembra ainda que, ao financiar a compra, você precisa ter certeza de que poderá bancar as parcelas e ainda deixar o lugar pronto para morar. "Em um apartamento novo, por exemplo, acabamentos, mobiliário, iluminação e seguro custam, em média, 50% do valor do imóvel. O percentual cai para 20% ou 30% no caso de um usado", explica.
3. Reveja as dívidas
Mauro recomenda classificar as dívidas e eliminar as mais caras, ou seja, aquelas cujos juros são altos - como as do cartão de crédito e as do cheque especial. Ele também atenta para o longo prazo dos créditos imobiliários: "Durante esse tempo, é difícil ficar empregado ininterruptamente, então encurte os financiamentos, se possível".
4. O dia a dia das contas
"A reeducação financeira é uma questão de hábito e independe do quanto se ganha", afirma Reinaldo. Ele lembra que, com o crédito tão acessível, é comum acabar comprando supérfluos - e usando dinheiro que não é próprio. Como diz Mauro, mesmo quando a capacidade financeira é alta, não se pode realizar tudo.
5. Coisas de casal
Quando duas pessoas se juntam, passam a ter objetivos comuns, como comprar casa, reformar adquirir móveis ou ter filhos. "O casal pode usar uma ou duas planilhas, mas, com planos em comum, as contas vão se misturar", ressalta Mauro. "É bom porque aumenta o potencial de consumo e de poupança dos parceiros."
6. Imprevistos acontecem
Para Mauro Calil, "o ideal é manter o nível de consumo ligeiramente abaixo da renda para garantir tranquilidade financeira e uma aposentadoria saudável". Desse jeito, é possível enfrentar os imprevistos com maior segurança. "Caso você perca o emprego, continuará comprometido com aquela prestação equivalente a 30% do que ganhava antes. E isso até o final do crédito", acrescenta Reinaldo. Mauro chama a atenção para mais um item: "Faça um plano de saúde. Se você tiver um filho ou sofrer um acidente, pode gastar milhares de reais na falta de uma cobertura".
Fonte: Revista Minha Casa, julho de 2010.
Aqui você fica por dentro do que são e como funcionam os tipos de financiamento.
SAC (Sistema de Amortização Constante)
É um Sistema de Amortização onde as parcelas vão ficando menores com o passar do tempo, de acordo com a inflação atual. Isso acontece porque os juros também diminuem a cada mês. Ou seja, você começa pagando um valor e termina com a segurança de ter uma parcela mais suave.
SACRE (Sistema de Amortização Constante com Recálculo)
É parecido com o SAC. A diferença é que a prestação é fixa durante 12 meses e depois é recalculada. Na inflação atual, este novo cálculo diminui o valor da prestação e a mantém fixa por mais 12 meses.
Tabela PRICE (Sistema de Prestação Constante)
Diferente do SAC, esse Sistema de Amortização é feito com prestações do mesmo valor do começo ao fim. Para um financiamento de longo prazo não é um bom negócio, pois as parcelas se tornam cansativas e podem apertar no seu bolso. Este tipo de financiamento é muito usado em instituições financeiras e no comércio em geral, e é conhecido como Sistema Francês de Amortização.
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